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Dicas para uma entrevista – parte 2

 

preparação para entrevista

No post anterior, comentamos ações que devem ser evitadas numa entrevista para a imprensa, qualquer que seja o tipo de mídia (revista, jornal, TV, blog, etc.).

Agora, abordaremos como se preparar para uma, ou seja o que fazer antes de atender o/a jornalista:

  1. Prepare-se:informe-se com seu assessor de imprensa ou com o/a próprio jornalista. Pergunte qual o assunto de interesse e revise seus conhecimentos e opiniões sobre o tema. Mais que isso, pergunte que tipo de questões ele/a pretende fazer, e tenha anotações à mão se achar necessário – principalmente quando tiver que abordar números e estatísticas.
  2. Seja ágil e prestativo: quanto mais rápida e colaborativa for sua resposta à solicitação de entrevista ou informação, maior as chances de exposição positiva e recorrente. Portanto, fique atento às demandas da sua assessoria de imprensa ou área de comunicação da empresa em que trabalha.
  3. Seja sucinto: pense em respostas objetivas e diretas, visando a facilitar o entendimento. Dica ainda mais importante se for o caso de entrevistas para rádio ou TV, quando o tempo para respostas costuma ser curto.
  4. Seja sincero: se não tiver/souber uma informação, não hesite em dizer isso ao repórter. Ofereça-se para buscar a informação e responder mais tarde ou, ainda, indique alguém que tenha a resposta. Isso baseará uma relação de confiança.

PS: Se tiver dúvidas ou precisar de mais dicas, estamos no LinkedInConecte-se conosco: Fábio Alberici e Adriana Cavalcanti.

 

Dicas para uma boa entrevista – parte 1

Como Dar entrevistaSeja para rádio, TV, impressos ou online, há alguns comportamento e hábitos que podem ajudar a ter um bom desempenho quando conceder uma entrevista.

O ideal é conversar com sua assessoria de imprensa sobre as necessidades e expectativas do repórter – ou até mesmo pensar em um media trainning.

Aqui, listamos aqui algumas ações a serem EVITADAS:

  • Não diga “Escreve aí na sua matéria” ou ordens do gênero;
  • Nunca peça para ler o texto ou ver o vídeo antes de ser publicado, a menos que o próprio jornalista ofereça (algo cada vez mais raro). Já falamos sobre isso nos dois posts abaixo, com participações especiais:

Minha assessoria de imprensa conseguiu uma entrevista. Posso ler antes de ser publicada?Posso ler a matéria antes de ser publicada? – Parte 2

  • Evite interromper uma pergunta, mesmo que seja polêmica ou tenha fatos ou conceitos incorretos – principalmente em entrevistas para rádio e TV. Vai parecer impaciente ou contrariado com o assunto, o que pode gerar uma percepção errada sobre você;
  • Não se precipite ou perca a calma, mesmo diante de perguntas difíceis. Se for pego de surpresa, peça tempo para tomar pé da situação ou trazer a resposta adequada, conversando com sua assessoria de imprensa;
  • Não dê opiniões pessoais que sejam diferentes das profissionais. Afinal, você está falando por sua empresa;
  • Não crie situações ou fatos para agradar ao jornalista ou tentar passar uma boa imagem de sua empresa.

PS: Esse tipo de orientação, com ainda mais detalhes e personalizadas, são colocadas nos manuais de imprensa que elaboramos para nossos clientes. Se quiser debater ou ter mais informações sobre esses assuntos, estamos no LinkedIn.

Conecte-se conosco: Fábio Alberici e Adriana Cavalcanti.

É hora de contratar uma assessoria de imprensa?


Lendo jornal assessoria de imprensa

Quatro sinais que está na hora de contar com uma Assessoria de Imprensa!

Empresas, instituições e empreendedores podem ter dúvida sobre qual o momento certo de contratar uma Assessoria de Comunicação para realizar um bom relacionamento com a imprensa.
Alguns sinais claros que “sim, é hora de contratar” estão dentro da sua corporação ou em seus competidores.

1 – Seu concorrente aparece na mídia, sua empresa não!

Você abre os jornais, sites e blogs, ou vê/ouve os noticiários e dá de cara com seu concorrente com frequência. Aquele com um produto, serviço ou conhecimento similar, ou até mesmo inferior, ao seu está lá falando sobre o segmento, apresentando seus diferenciais.

Com certeza ele criou uma relação produtiva com jornalistas, e a chance de ele já contar com uma assessoria de imprensa para isso é enorme. Não fique para trás!

2 – Você tem boas histórias para contar

  • Os resultados estão muito bons?
  • Você está mudando modelos consagrados de negócio (ou tem um business disruptivo, como diz o ecossistema empreendedor)?
  • Conseguiu inovações para seu setor?
  • O público ou empresas estão sendo ajudados por seu negócio?

É hora de conversar com um especialista, um assessor de comunicação ou imprensa.

3 – Tem jornalista batendo na sua porta

Jornalistas descobrem seu produto, ou precisam do seu conhecimento ou perguntam algo sobre a performance da sua empresa.

É hora de avaliar como tirar o melhor proveito disso para a imagem do seu negócio, e também como atender essa demanda da melhor maneira possível para os dois lados – com bom conteúdo para a imprensa, sem conturbar a rotina do lado da empresa. Um bom projeto de Comunicação e Relacionamento com a Mídia mostrará o caminho.

4 – Seus executivos dão entrevista e você não sabe

De repente um diretor ou especialista do seu time começa a dar entrevistas, e outro, mais um… E todos falando de assuntos inerentes à atuação deles e ao negócio.

É necessário profissionalizar essa relação com os jornalistas, para que a empresa e toda a equipe ganhe com isso – atendimento mais dinâmico, potencialização da exposição, não deixar pontas soltas nas entrevistas, entre outros benefícios.

Se encaixou em uma ou mais das situações acima? Considere falar com uma Agência de Comunicação que tenha entre seus produtos a Assessoria de Imprensa.

Que tal se conectar com a gente?

Estamos no LinkedInFábio Alberici e Adriana Cavalcanti

Posso ler a matéria antes de ser publicada? – Parte 2

No último post do Blog da Comunicare, abordamos uma das questões mais comuns em nossa atuação em Assessoria de Imprensa:

Minha assessoria de imprensa conseguiu uma entrevista ou matéria. Posso ler antes de ser publicada? (clique para ler).

O assunto é interessante e rendeu mais uma colaboração valiosa, agora do Costábile Nicoletta* (abaixo). Se você tiver uma visão diferente ou história para contar, como o Costábile, comente o post ou envie para nós. Este espaço é colaborativo.

O grande problema nessas situações é que a fonte trata o repórter como se fosse um subordinado seu, ao impor a leitura prévia do que se vai escrever. Cabe ao assessor de imprensa orientar seu cliente sobre os males que isso pode causar.

Em todos os periódicos em que trabalhei, nunca permiti que os repórteres sob a minha coordenação enviassem o texto para a “aprovação” do entrevistado. Certa vez, quando eu trabalhava no Estadão, a vice-presidente de comunicação do JP Morgan praticamente exigiu que eu lhe mandasse uma cópia do que eu publicaria depois de entrevistar um dos executivos do banco para uma matéria de fim de semana. Ela argumentou que os jornalistas americanos fazem isso com frequência. Respondi que os jornalistas brasileiros, escaldados pela censura, dificilmente faziam isso e que, se essa fosse uma condição para a entrevista, ela seria cancelada. A matéria foi publicada.

Mas Elio Gaspari, um dos jornalistas mais respeitados do Brasil, não vê problema em submeter o texto ao entrevistado antes, a fim de evitar equívocos. “Até porque”, disse Gaspari numa palestra no Estadão quando ele trabalhou lá, “o repórter só mudará aquilo que julgar que deve alterar, pois o texto continua sendo de autoria do jornalista, não da fonte.” 

*Costábile Nicoletta – Jornalista com 31 anos de profissão, especializado em economia e negócios e passagem em cargos de edição e direção nos jornais Gazeta Mercantil, O Estado de S. Paulo, Valor Econômico, Estado de Minas, Meio & Mensagem, Brasil Econômico e revista Carta Capital.

 

Minha assessoria de imprensa conseguiu uma entrevista ou matéria. Posso ler antes de ser publicada?

Essa é uma das perguntas mais recorrentes quando tratamos da relação empresa/jornalista. E a resposta, neste caso, é direta: “não”.

A única exceção é se o jornalista solicitar que você leia caso ele tenha alguma dúvida – isso é extremamente raro, ocorre às vezes em entrevistas sobre temas mais técnicos.

“Mas se sou eu que dou as informações, por que não posso ler? A assessoria de imprensa não deveria conseguir isso?”

Mais uma vez, não. A decisão está na mão do jornalista, que é o ‘dono’ do texto, o responsável por ele – da mesma maneira que as informações contidas ali serão responsabilidade dele e passíveis de correção caso contenham erro (assunto para outro post).

E, ressaltamos, não vale a pena pressionar para que a assessoria de imprensa solicite a leitura, apele à boa-vontade do jornalista.

A possibilidade é enorme de gerar sentimento negativo: “Como assim, ler meu texto? Acha que não entendi ou não sei escrever?”.

Tenha certeza que o relacionamento com esse jornalista e possivelmente seus colegas de redação ficará muito mais difícil dali por diante.

A visão do outro lado – o que diz Angelo Pavini*, do Blog Arena do Pavini:

A melhor resposta que vi sobre esse tema foi a de um repórter que disse para o assessor de imprensa: “se ele não tem certeza do que falou, eu tenho certeza do que ouvi”.

O ponto fundamental é que deve haver uma relação de confiança entre fonte e repórter. E essa confiança implica em riscos de ambas as partes. Repórteres que gravam as entrevistas ajudam a reduzir o risco de erros, e o assessor pode ajudar ao gravar também.

O ponto principal, porém, é que, ao submeter o texto ao entrevistado, o jornalista abre espaço para pedidos de mudanças e interferências em seu trabalho, envolvendo até modificações no que foi dito realmente.

Não é raro o entrevistado despreparado para lidar com a imprensa ou muito espontâneo se arrepender depois do que falou e tentar mudar as declarações mais polêmicas ou estratégicas.

Trata-se ainda de uma questão de respeito ao trabalho o jornalista, ao demonstrar confiança em sua capacidade de interpretar e traduzir as afirmações. 

Da mesma forma, há casos em que o próprio repórter recorre à fonte para verificar se o que ele escreveu está correto, principalmente em assuntos mais técnicos. Mas, em todos os casos, o papel da fonte deve ser o de se colocar à disposição do repórter para esclarecer qualquer dúvida, facilitando o contato ao máximo para evitar possíveis erros.

O que Pavini comentou aponta para outro papel importante da assessoria de imprensa: trabalhar para evitar ruídos na comunicação. Isso pode ser feito anteriormente à entrevista, preparando materiais de apoio, e após a conversa, reconfirmando os números, enviando os dados solicitados por escrito, entre outras atitudes.

Mas, resumindo, não, você não poderá ler/aprovar a matéria, seja ela sobre um assunto de sua especialidade ou mesmo sobre você ou sua empresa.

* Angelo Pavini (www.arenadopavini.com.br) é jornalista formado pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), com 22 anos de experiência na cobertura do mercado financeiro e de assuntos ligados a finanças pessoais. Foi editor do caderno Eu & Investimentos do Valor Econômico, coordenador de cobertura de mercados do canal de TV brasileiro da Bloomberg, editor do serviço de notícias em tempo real da agência Reuters, coordenador em São Paulo do serviço de notícias financeiras em tempo real da Agência O Globo e editor de Finanças e do caderno de serviços financeiros Suas Contas do jornal O Estado de S.Paulo.